Estudo da Univ. Fed. do Amazonas estima que isolamento social evitou 2500 mortes em Manaus
Um estudo da Universidade Federal do Amazonas calculou o número de vidas poupadas em Manaus com medidas de isolamento social.
Quando chegou à Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus, para internar a filha recém-nascida, Sidilane Ramos Nogueira, de 23 anos, não tinha sinais de problemas de saúde. A mãe ficou como acompanhante da filha.
Onze dias depois, a bebê recebeu alta, mas a mãe foi transferida para a UTI da maternidade diagnosticada com Covid-19 e aguarda até esta terça (19) um leito em um hospital adequado para tratar pacientes. O estado dela é gravíssimo.
“Nós necessitamos para ela fazer a tomografia, então precisa desse carro móvel, uma UTI móvel. A dificuldade toda é essa ambulância, esse carro, essa UTI móvel, que não tem”, disse Beatriz Pontes, cunhada da vítima.
O Amazonas tem quatro hospitais para receber pacientes com Covid-19. O governo diz que, durante a pandemia, aumentou o número de leitos de UTI e que a taxa de ocupação é de 79%.
Uma pesquisa divulgada pela Universidade Federal do Amazonas mostra que as medidas de isolamento adotadas em abril foram fundamentais para evitar a morte de mais de 2.500 pessoas pela doença em Manaus.
“É uma situação de alerta máxima, na verdade, esperando que essa queda de fato continue nas próximas semanas”, avaliou Alexander Steinmetz, pesquisador da UFAM.
A Secretaria de Saúde do Amazonas disse que a paciente não foi transferida a outra unidade por causa da instabilidade e da gravidade do quadro de saúde dela.